Dicionário da BolsaETF

O que é um ETF – Exchange Trade Fund

O que é um ETF?

Um ETF (Exchange Trade Fund) não é mais do que um fundo de investimento que replica uma determinada estratégia de investimentos. Um ETF pode replicar um determinado índice (por exemplo: S&P500, NIKKEI225, etc.), ou um determinado setor de atividade (ex: setor da saúde) não tendo como objetivo conseguir melhor rentabilidade do que o índice ou setor que representa, mas sim replicar a rentabilidade. Algumas das características dos ETFs fazem deste instrumento financeiro uma ótima opção de investimento para investidores que querem diversificar os seus investimentos, mas que ao mesmo tempo tenham pouco capital para investir. Os ETFs surgiram no fim da década de 80 nos EUA.

Como referido, os ETFs têm algumas semelhanças com os fundos de investimento normais (ou seja de gestão ativa), no entanto podem ser transacionados durante uma sessão da bolsa, tal e qual as ações. De forma ainda mais simples, podemos dizer que um ETF é um título que representa um conjunto de outros títulos (ações, ‘commodities’, obrigações, ou uma mistura de vários tipos de investimentos).

O ETF mais conhecido é o SPDR S&P 500 ETF TRUST (SPY), que replica o Índice Americano S&P 500, assim este ETF permite replicar o comportamento dos preços das 500 maiores empresas Americanas.

Outra importante característica a destacar é o facto de o preço dos EFTs variar ao longo do dia, de acordo com a variação do preço das ações que compõem o ETF. Esta característica é distinta dos fundos de investimento normais (de gestão ativa), que são negociados apenas uma vez por dia, após o fecho da sessão.

 

A popularidade dos ETFs

 

Como podemos observar na imagem a cima, o montante em termos mundiais de capital investido em EFTs tem aumentado consideravelmente ao longo dos últimos anos. Em 2018 o total investido em ETFs foi de 4.7 triliões de dólares. Esta classe de ativos tem atraído muitos investidores sobretudo devido às baixas taxas de gestão e à diversificação que possibilita aos pequenos investidores.

Com a popularidade deste tipo de instrumento tem se registado um efeito secundário nos mercados, nomeadamente o crescente aumento do número de ETFs transacionados, o que deixa os investidores um pouco confusos na hora de investir. Também é necessário ter em consideração o volume de transacções de um determinado ETF, uma vez que alguns deles têm reduzida liquidez, e poderão originar dificuldades acrescidas aos investidores, na hora de comprar ou de vender.

 

Quais os tipos de ETFs que existem?

Existem milhares de ETFs disponíveis no mercado, que seguem determinadas estratégias de investimentos, destaco os mais transaccionados:

ETFs de Índices: Replicam um determinado índice, e por isso são compostos por um cabaz de ações representativo desse índice.

ETFs de Obrigações: Este tipo de ETFs são compostos por obrigações representativas de dívida, que poderá ser tanto de empresas como dos Estados.

ETFs de Indústrias:  Replicam o desempenho de determinadas indústrias, tais como indústrias de tecnologia, de saúde, de energia, etc.

ETFs de Mercadorias: Este tipo de ETFs invente em ‘commodities’ tais como o ouro e o petróleo.

ETFs de Divisas: Investe em determinadas moedas, de forma a obter ganhos com a valorização das mesmas, tais como o Euro, Iene Japonês, etc.

ETFs Reversos: Este tipo de ETFs têm como estratégia de investimento, ganhar com a desvalorização de ações. Estes ETF podem ser uma opção de investimento em Bear Markets (ou seja, quando o mercado se desvaloriza).

ETFs Alavancados: Os fundos negociados em bolsa com alavancagem são um tipo de ETF que tentam alcançar retornos mais sensíveis aos movimentos do mercado que os ETFs não alavancados. Por exemplo, poderá investir num ETF alavancado que reflica 2X, 3X ou 4X a variação de preços do S&P500. Este tipo de ETF deve ser evitado por investidores com pouca experiência, pois poderá original uma perda superior ao capital investido. 

 

Como investir num ETF?

Os ETFs são transacionados tal e qual como as ações. Poderá comprar (ou vender) um ETF através de uma conta de investimentos numa Corretora ou num Banco de Investimentos.

Os ETFs são negociados ao longo de uma sessão de bolsa, e como tal vão variando de preço de acordo com a compra e vendas dos ativos que estão subjacentes.

 

Vantagens de Investir num ETF?

Ao longo deste artigo, fui enumerando algumas das vantagens dos ETFs face a outro tipo de investimentos. Assim, as principais vantagens que destaco, são as seguintes:

  • Forma fácil e rápida de investir em vários mercados e setores;
  • Custos de gestão mais reduzidos face a outros investimentos, uma vez que, por norma, este tipo de fundos são geridos de forma passiva;
  • Permitem uma boa diversificação dos investimentos;
  • Diversidade de ETF disponíveis no mercado, que permitem começar a investir com pouco dinheiro;
  • Os ETFs são produtos indicados para investidores com pouca experiência, e com pouco tempo para gerir os investimentos, uma vez que replica, de forma automática, o comportamento de um determinado Índice ou indústria;
  • Forma fácil de investir numa determinada indústria que se antecipe de elevado potencial de valorização;
  • No longo prazo não existirá o risco de perda total do capital investido, uma vez que a composição dos ETFs é dinâmica. Ao longo do tempo vão entrando e saindo empresas de acordo com a estratégia que o instrumento replica.

 

Desvantagens dos ETF?

  • ETFs que replicam um determinado setor limitam a diversificação;
  • Alguns ETFs têm baixa liquidez, o que poderá representar uma dificuldade na hora de se desfazer do investimento;
  • Alguns ETFs têm custos mais altos devido a uma gestão ativa;
  • Não existe seletividade na escolha dos títulos. Isto significa que o ETF ao tentar replicar o comportamento de um índice ou setor, vai ter no seu cabaz de títulos ações de empresas com bons fundamentos e com maus fundamentos.

 

ETF e Recebimento de Dividendos

Os dividendos representam parte dos lucros de uma empresa que são distribuídos pelos seus acionistas.  Por norma os EFT permitem aos investidores beneficiarem das valorizações dos ativos que o compõem, no entanto, os investidores poderão também beneficiar dos dividendos que são distribuídos por essas empresas. Os detentores de um ETF têm também o direito a uma percentagem dos lucros (dividendos), e podem receber os mesmos, caso o ETF faça distribuição, caso contrário, serão reinvestidos de forma automática no ETF, gerando assim o chamado efeito composto.

 

Conclusões:

  1. Um ETF (Exchange Trade Fund) não é mais do que um fundo de investimentos que replica uma determinada estratégia de investimento.
  2. Os ETFs são transacionados tal e qual como as ações.
  3. O montante em termos mundiais de capital investido em EFT tem aumentado consideravelmente ao longo dos últimos anos.
  4. Os ETFs são produtos indicados para investidores com pouca experiência, e com pouco tempo para gerir os investimentos.

 

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